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Novembro Azul: por que os homens são negligentes com a saúde?

Atualizado: 8 de out. de 2020

Eles dão pouca importância para os sintomas e não costumam ir ao médico de maneira preventiva. Mas, quando o assunto é tratamento, bem estar e qualidade de vida uma grande parcela dos homens acabam sendo negligentes com a saúde. A campanha mundial de prevenção, alerta e tratamento para o câncer de proposta, conhecida como novembro azul, surge como uma importante bandeira para ensinar os homens a agir de maneira preventiva. Segundo o Instituto Nacional de Câncer – Inca, a cada 38 minutos um homem morre no Brasil devido ao câncer de proposta. 

Sobre o Novembro Azul

A campanha teve início na Austrália em 2003 com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de próstata. No Brasil, o Ministério da Saúde rapidamente aderiu a abordagem tornando o movimento em prol da saúde do homem uma ação anual. Inclusive o Ministério tem uma página dedicada a falar sobre o que é o câncer de próstata, como perceber os sintomas e como tratar.

O câncer de próstata, em sua fase inicial, não apresenta sintomas. Sendo essa a principal barreira para um tratamento bem sucedido. Afinal, a maioria dos homens não fazem acompanhamento médico anual. Quando o câncer de próstata é diagnosticado, em 95% dos casos os tumores já estão em fase avançada dificultando a cura. Por isso, é tão importante que os homens não sejam negligentes com a saúde e passem a observar com antecedência os fatores de risco. Histórico familiar de câncer de próstata, obesidade, idade. Homens acima de 55 anos têm maior chance de desenvolverem a doença.

Entre os fatores de prevenção estão, por exemplo, ter uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas, não fumar e não abusar do consumo de bebidas alcoólicas. Além disso, é claro que é indispensável fazer exames de rotina e check up preventivo todos os anos. Isso sem contar na importância de perder o preconceito e colocar a saúde como uma prioridade.


Por que os homens são tão negligentes com a saúde?

Muitos fatores levam os homens a acreditarem que se preocupar com a saúde não deve ser uma prioridade. Mas, o principal talvez seja a percepção incorreta de relacionar cuidados pessoais com indícios de fraqueza. Em uma sociedade onde homens não podem demonstrar sentimento, fraqueza ou inadequação, a saúde torna-se algo supérfluo. Precisamos combater essa crença. Por exemplo, desconstruir a ideia errônea de que ao cuidar de si mesmo o homem pode ter sua masculinidade questionada. 

Além do câncer de próstata, os homens estão extremamente expostos a outros tipos de quadros clínicos. O infarto e as doenças cardiovasculares estão entre as maiores causas de morte no Brasil e a incidência dessas doenças é maior entre a população masculina.

De acordo com o Centro de Referência de Saúde do Homem, 60% dos homens procrastinam a ida ao hospital, procurando ajuda apenas quando o quadro já está avançado. O problema é que e essa demora no diagnóstico compromete o tratamento. Nesse contexto, a medicina do trabalho, com o princípio de cuidar da saúde dos colaboradores, prevenir doenças laborais e proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos funcionários, precisa assumir sua parcela de responsabilidade diante da responsabilidade de conscientizar os homens sobre a importância das ações preventivas.

Olhando para a medicina do trabalho os homens também são as maiores vítimas de acidentes perigosos. Isso também acontece pela falta de cuidado em relação a própria segurança. Quando se veem em situações de risco eles se sentem pressionados a não demonstrar fraquezas. Mais uma vez, essa crença faz com que se exponham mais ao perigo e tornem-se mais vulneráveis a sofrer tais acidentes.

O papel da saúde ocupacional na conscientização

É fato que a participação das empresas na campanha de prevenção e combate ao câncer de próstata é essencial. Mas, muito além do novembro azul, a medicina do trabalho precisa se empenhar na conscientização sobre as ações preventivas de saúde.

A saúde ocupacional exerce um importante papel na hora de orientar sobre exames preventivos, acompanhamento de saúde, hábitos de vida saudável, detecção de doenças em estágios iniciais, entre outros. Além disso, é responsabilidade da saúde ocupacional buscar junto ao Ministério da Saúde e ao Ministério do Trabalho e Emprego as melhores práticas em relação ao diagnóstico e ao tratamento do câncer de próstata.

Para agir nessa conscientização em relação a saúde do homem as empresas podem contar com a ajuda de uma consultoria especializada. Realizar uma boa gestão de saúde e educar os homens para que esses não sejam tão negligentes com a saúde é uma tarefa complexa que exige ferramentas e ações pontuais.

Ao contratar a ASONET as empresas passam a contar com um programa de gestão de saúde completo. A consultoria está apta a promover programas de saúde, fornecer ferramentas e suporte para a empresa, fornecer os exames obrigatórios, realizar ações

preventivas e orientar os trabalhadores em relação aos cuidados com a saúde e segurança.

Quer saber mais sobre como nossa consultoria em saúde ocupacional pode te ajudar? Entre em contato com um de nossos consultores.


Este artigo foi escrito por Juliana Colognesi

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