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Como funciona o exame PCR e porque ele é considerado o padrão ouro dos diagnósticos de COVID-19?

Atualizado: Out 7

A pouco mais de seis meses uma doença totalmente nova começou a se espalhar pelo mundo. Assim que o surto de COVID-19 começou em Wuhan, na China, até mesmo os cientistas sabiam muito pouco sobre o vírus que iria transformar nossas relações sociais. Mas, diante da proporção e da velocidade com que os casos se multiplicaram, rapidamente cientistas do mundo se dedicaram para conseguir sequenciar o “genoma do vírus”. Esse foi um passo importante para junto com os sintomas diagnosticar a doença. O exame PCR (RT-PCR do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction – reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa) é considerado o padrão ouro nos diagnósticos do coronavírus por ser capaz de encontrar o material genético da doença nas células do paciente.


Existem outros exames que também confirmam ou descartam a infecção pelo Coronavírus, mas o exame PCR é o que possui a menor margem de erro.


Tipos de exame

Atualmente, existem no mercado uma série de testes disponíveis para diagnóstico da COVID-19. Por conta disso, acabam surgindo muitas dúvidas a respeito de cada exame e também sobre qual teste seria mais adequado. Iremos detalhar três tipos de diagnósticos, a precisão de cada um deles, significado dos termos técnicos e qual exame deve ser feito em cada fase da doença. É importante destacar que cada exame cumpre uma função.


Exame PCR

Esse exame busca comprovar a infecção logo no início, ou seja, no período em que o vírus está ativo e se multiplicando no organismo. A confirmação é obtida através da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra de células analisadas.


Passo a passo: Em laboratório o analista transforma RNA do vírus em DNA. O DNA é, portanto, amplificado e analisado. Quando existe material genético do SARS-CoV-2, sondas específicas detectam a sua presença e emitem um sinal, que é captado pelo equipamento e traduzido em resultado positivo e assim a suspeita de COVID-19 é confirmada.


A coleta de material pode ser feita a partir do 3º dia após o início dos sintomas e até o 10º dia. Ao final desse período a quantidade de RNA no tecido celular  tende a diminuir graças a ação do sistema imunológico. 


Resumindo, o teste PCR identifica o vírus no período em que está ativo no organismo. Logo, a chance de dar negativo é muito baixa, mas pode acontecer quando a infecção está muito no início, ou então quando o corpo já desenvolver resposta imunológica. Sua precisão em relação ao resultado torna esse um exame indispensável para que os médicos possam definir a conduta de tratamento. Internação, isolamento social ou outro procedimento pertinente de acordo com a gravidade de cada paciente. Existem várias metodologias e protocolos para realização do exame PCR, por isso, a conduta pode variar de um laboratório para outro.


Sorologia

A sorologia, diferentemente do exame PCR, verifica a resposta imunológica do organismo em relação ao vírus. Esse exame é mais indicado para confirmar se o paciente foi infectado no passado e já desenvolveu uma resposta de combate a doença. Para que o teste tenha maior assertividade de resultado ele deve ser realizado, pelo menos, 10 dias após o início dos sintomas. Tempo mínimo para que o corpo tenha desenvolvido anticorpos contra o vírus.


O exame é feito medindo a detecção de anticorpos IgA, IgM e IgG em pessoas que foram expostas ao COVID-19. Ele também pode confirmar o diagnóstico em pacientes que foram infectados e que não apresentaram sintomas. Diferente do exame PCR que analisa a amostra celular o teste de sorologia é feito a partir da amostra de sangue do paciente. O teste de sorologia fora do período indicado pode resultar falso negativo.


Teste rápido

Os testes rápidos ficaram famosos no Brasil no início da pandemia. No entanto, rapidamente as pessoas perderam o interesse por eles já que a efetividade do resultado é muito baixa. O Ministério da Saúde aponta que os testes rápidos apresentam uma taxa de erro de 75% para resultados negativos. Ou seja, a chance de ter um diagnóstico onde você está infectado, mas o exame dá negativo, é muito grande. Confiar nesse tipo de teste para definir o curso de um tratamento causa uma insegurança muito grande.

No caso do teste para COVID-19, faz-se uso de uma lâmina de nitrocelulose (uma espécie de papel) que reage com a amostra celular colhida na mucosa nasal e bucal e essa apresenta uma indicação visual em caso positivo.


Faça seu Exame PCR e Teste Sorologia na ASONET

Logo no início da pandemia a ASONET passou a oferecer o serviço de testagem de pacientes em seus centros de exame. No começo, eram feitos apenas testes de sorologia, mas, recententemente, foi adicionado ao portfólio o exame PCR.


Quem deve fazer os exames?


Sorologia

  1. Pessoas com sintomas há pelo menos 10 dias.

  2. Trabalhadores afastados de seus postos de trabalho por suspeita de COVID-19, que iniciaram os sintomas há 10 dias e estão começando a se recuperar ou que já estejam assintomáticos.

  3. Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo nos últimos 20 dias com pessoas diagnosticadas com COVID-19.

Exame PCR

  1. Pessoas com sintomas de 3 a 10 dias

  2. Pessoas que tiveram contato próximo com pacientes infectados e que estejam assintomáticas;

  3. Profissionais que estão trabalhando em setores essenciais ou que estão retomando as atividades

Se você deseja fazer algum dos dois exames entre em contato conosco.

Este artigo foi escrito por Juliana Colognesi

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