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Brasil é um dos líderes no ranking de mortes por acidentes de trabalho

Atualizado: Jul 26



Às vésperas do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (27 de julho), uma reflexão se faz importante: a posição que o Brasil ainda ocupa no ranking de mortes por acidentes de trabalho.


Entre os países do G-20, o Brasil ocupa a segunda colocação. De cada 100 mil pessoas com emprego formal no país, seis, em média, perdem a vida durante sua jornada de trabalho. A informação consta no Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, um documento elaborado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), juntamente com a Organização Mundial do Trabalho (OIT). O levantamento mostra que, entre 2012 e 2020, 21.467 trabalhadores morreram no Brasil em virtude de sua atividade laboral.


Além da perda de vidas, os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais se refletem em prejuízos financeiros, tanto para as empresas, quanto para o setor público. Entre 2012 e 2020, juntas, estas ocorrências geraram ao país R$ 100 bilhões em despesas previdenciárias.


Tratam-se de números preocupantes, mas que merecem ser lembrados todos os dias e devem inspirar reflexões sobre como melhorar a segurança dos trabalhadores no país.


Ranking indesejável

O G-20 reúne os países com as maiores economias do mundo. No ranking de mortes por acidentes de trabalho entre estas nações, o Brasil fica atrás apenas do México, que registra oito óbitos a cada 100 mil empregados. Na outra ponta da lista está o Japão, país mais seguro para os trabalhadores, com apenas 1,4 mortes por 100 mil empregados.


No ranking interno de acidentes, o estado de São Paulo lidera com 35% dos casos notificados no Brasil. Em seguida, aparecem Minas Gerais, onde ocorreram 11% dos acidentes, e o Rio Grande do Sul, com 9% dos casos.


Outro dado preocupante é o de vítimas de acidentes de trabalho que ficam permanentemente incapacitadas para a atividade laboral. Os dados mais recentes do Anuário Estatístico de Previdência Social, referentes a 2019, registram 12.624 pessoas nesta situação. O documento aponta ainda que houve, naquele ano, 582.507 acidentes de trabalho no Brasil, com 2.184 mortes.


Principais causas

As principais causas de acidentes apontadas no Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho reforçam a necessidade de se investir em políticas e programas contínuos e eficazes de Saúde e Segurança no Trabalho (SST). O estudo fez uma análise das Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no país entre 2012 e 2020.


O maior número de acidentes ocorreu durante a operação de máquinas e equipamentos. Foram 663,7 mil registros, o que representa 15% do total de casos. Em seguida aparecem os acidentes com agentes químicos, com 589,9 mil registros (14% do total) e as quedas do mesmo nível, com 558 mil acidentes reportados (13%).


Ou seja, a grande maioria dos acidentes poderiam ser evitados ou amenizados com ações como treinamentos, reciclagens, uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) e manutenção preventiva. Além de serem obrigações legais dos empregadores, previstas em diferentes Normas Regulamentadoras (NRs), estas iniciativas são indispensáveis para proteger os colaboradores e ajudam a melhorar a produtividade e competitividade da sua organização.


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